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Uma breve história

Os mais antigos registros que se tem da utilização da pimenta pelo ser humano data em torno de 9.000 anos atrás, em Tehuacán, México, há também vestígios de grandes cultivos de pimenta no Peru a cerca de 2.500 a.C. Na medicina ayurvédica, criada a mais de 7000 anos, a pimenta já era indicada para tratamentos diversos males.
Existem várias utilizações para a pimenta, alguns dizem que é afrodisíaco, outros a utilizam pelas suas propriedades medicinais.

Há até quem acredite que ela possa espantar o “mal olhado”, colocando um pequeno vaso com uma pimenteira diante da porta principal da casa as invejas dos visitantes não terão influência negativa sobre o anfitrião, mas se mesmo assim o invejoso lançar seu mal agouro a pimenteira absorverá todas as más energias e pode até chegar a morrer, daí o termo “seca-pimenteira”.

Fotografia de pimentas por Angelo AvilaFotografia by Angelo Avila

Curiosidades

Acreditando ou não nas crenças, o fato é que a pimenta possui um elemento químico chamado Capsaicina. Ela é responsável pelo seu ardor característico, o que faz dela um condimento muito apreciado. Com base na quantidade de capsaicina presente na pimenta pode-se graduar em pimentas com muito ou pouco ardor utilizando a escala Scoville.
As variedas são inúmeras. Formas, cores e tamanhos caracterizam as diversas espécies com paladar, ardor e utilização diferenciados.
Na culinária as mais fortes são as preferidas pelos mexicanos, indianos e tailandeses. No Brasil os mineiros, paraenses e baianos utilizam em seus pratos alguns tipos de pimentas. Elas capazes de tirar lágrimas dos olhos dos menos acostumados ao condimento. Outros tipos de pimentas menos ardidas são consumidas naturalmente junto de saladas e pratos leves. Nesse caso elas apenas dão sabor e ardor muito leve ao paladar, em outros casos são tão leves que são apenas para acrescentar um paladar diferenciado.

Fotografia de pimentas por Angelo AvilaFotografia by Angelo Avila

Pimenta e a saúde

Muitos tipos são utilizados em conservas feitos com azeite, vinagre ou cachaça, o que faz o caldo da conserva ficar com mais ou menos ardor.
Uma outra propriedade das pimentas é de ser uma ótima fonte de nutrientes antioxidantes e de vitaminas A e C. Pesquisas já comprovaram que o princípio ativo das pimentas do gênero Capsicum, apresentam grandes propriedades medicinais. São ótimos cicatrizantes, ajudam a previnir a arteioesclerose. Regulam o colesterol, agem na dissolução de coágulos sanguíneos, previnem hemorragias e ajudam no aumento da resistência física.

Além disso tudo o consumo regular de pimenta faz com que o organismo libere mais endorfinas. Essa substância química é responsável pela sensação de bem estar e de humor.
Mesmo sendo um grande remédio e natual a pimenta possui algumas contra-indicações. Pessoas com refluxo gástricos ou algum tipo de disfunção gastrointestinal devem consumir com moderação. Uma vez que a capsaicina provoca o aumento das enzimas digestivas – incluindo as ácidas – o que pode agravar o quadro.

Fotografia de pimentas por Angelo AvilaFotografia by Angelo Avila

Pimenta e a sensação

É muito comum o contato indesejado com a pimenta, e nessa hora o ardor é inconveniente. Muitas vezes o instinto faz com que seja ingerido água, o que só tende a piorar a sensação de queimação. Isso porque a Capsaicina não é facilmente diluído em água, mas sim no óleo, gordura ou álcool.

Diversas formas de resolver esse problema são comumente usadas como pão, açúcar, frutas e até mesmo cerveja. Algumas delas ajudam bastante, seja pela dissolução do agente do ardor ou por simplesmente absorvê-lo do organismo. Uma solução fácil e de efeito mais imediato é o leite.

As gorduras que fazem parte da composição e a capsaicina presente no leite criam um efeito refrescante e inibem a atuação da capsaicina reduzindo rapidamente o ardor. Outros produtos como chocolate, nozes e feijões também tem em sua composição a caseína. O problema da dificuldade em eliminar o mal estar, é porque a capsaicina liga-se fortemente a receptores nervosos na boca. E não são tão facilmente diluídos.

Autor: Angelo Avila – Fotógrafo